
CAMINHOS ANTIGOS
O projeto de recuperação dos "Caminhos Antigos" no Olho Marinho e no Planalto das Cesaredas visa não só conservar como promover o património histórico, paisagístico e natural desta região. Incluiu a limpeza e reabilitação de caminhos antigos, a criação de miradouros e a sinalização de circuitos Pedestres/cicláveis. Este projeto permite a realização de actividades ao ar livre, como caminhadas e passeios pedestres, promovendo o turismo sustentável e envolvendo a comunidade local na preservação do seu património.

O Percurso Amarelo começa na Nascente do Olho Marinho, atravessando o centro histórico da antiga aldeia. Siga pelo Caminho Nascente, admire as formações rochosas e os vales ao longo do Caminho Russinhas, observe os belos muros em pedra seca até ao Miradouro Vale das Vinhas e, aí, maravilhe-se com a vista deslumbrante. Prossiga pelo Caminho Vale das Vinhas, onde as vinhas se entrelaçam com a dureza do carso, descubra a riqueza geológica e paisagística do Caminho Vale Ferreiro até ao Caminho Vale Assis, passe pelo Caminho Vale das Pedras, com um belo vale moldado pela natureza e pelo homem, e desvie-se um pouco para o Miradouro Grotas, no qual pode desfrutar da uma soberba vista panorâmica. Conclua o percurso pelo Caminho Fonte da Vitória até chegar novamente à Nascente do Olho Marinho, enriquecido por uma experiência que combina natureza, paisagem e história.

O Percurso Azul tem início na Nascente do Olho Marinho, atravessando também o centro histórico da velha aldeia. Percorra o Caminho Nascente até ao Caminho Moinhos de Vento, uma zona de antigos moinhos de vento, mergulhe na beleza selvagem do Caminho Arranhados, contemple a riqueza geológica do Vale Ferreiro e sinta a tranquilidade do Vale das Vinhas, culminando no deslumbrante Miradouro Vale das Vinhas. Retorne à natureza ao longo do Caminho Russinhas e siga novamente pelo Caminho Nascente em direcção à Nascente do Olho Marinho, onde a sua jornada chega ao fim.

O Percurso Verde principia igualmente na Nascente do Olho Marinho, mas segue pelo lado norte do centro histórico do Olho Marinho até ao Planalto das Cesaredas. Siga pelo Caminho Fonte da Vitória, sinta a tranquilidade da natureza ao longo do Caminho Rodeiros e observe a riqueza das paisagens cársicas desde o Caminho Vale Assis ao Caminho Vale das Vinhas. Continue pelo Caminho Eiras Velhas, com troços ladeados por muros de pedra seca.
Volte à Nascente do Olho Marinho, através da sua icónica escadaria, dando o percurso por terminado.
Vale das Vinhas
Encontra-se num topo aplanado entre dois vales, com cristas de afloramentos calcários e solos areno-argilosos. Tem vista sobre um relevo modelado, onde vales de declives moderados sugerem a acção da água. Predomina o plantio de pomar, vinha, eucaliptal e baldios.
O Planalto de Cesaredas é caracterizado pelo seu modelado irregular, em virtude da dissolução da rocha calcária pela acção da água (carsificação), formando áreas de lapiás, algares e grutas. Estas formações geomorfológicas singulares servem de veículo para o escoamento das águas subterrâneas do Aquífero de Cesaredas, fonte vital de água para a região onde a nascente do Olho Marinho tem a sua expressão mais visível.
Grotas
Fica situado nos limites do planalto das Cesaredas, apresentando cristas de afloramento calcário, com solos areno-argilosos. Tem vista para o vale tifónico das Caldas da Rainha. Predomina o plantio de pomar, vinha, eucaliptal e baldios.
O vale tifónico das Caldas da Rainha é uma depressão com uma extensão notável, tendo origem no diapirismo e na tectónica. Comum na Orla Meso-Cenozóica Ocidental, esta formação geomorfológica deve-se à ascensão de argilas salíferas até à superfície e à acção da erosão, que incide preferencialmente sobre rochas menos densas. Em paralelo, a compressão tectónica provoca movimentos ao longo das falhas existentes na região, colocando as argilas salíferas em diferentes posições. Para o interior do vale, convergem todos os rios e ribeiras. Constitui um óptimo ponto para observar a importância da história geológica e geomorfológica na formação da paisagem local.
Casa da Moura
A Gruta da Casa da Moura apresenta uma entrada vertical, duas salas de planta irregular, uma galeria descendente e um poço vertical. Em termos geológicos, o sítio integra-se no Dogger do Olho Marinho, caracterizado por rochas calcárias e espécies fósseis do Jurássico Médio (≥ 159 Milhões de anos). Para a geomorfologia, representa bem os processos de carsificação em profundidade, que ocorrem no planalto das Cesaredas.
Desde o séc. XIX, a gruta foi objeto de intervenções arqueológicas, que comprovaram a existência de ocupação humana. No Paleolítico Superior serviu como abrigo esporádico, enquanto no Neolítico, no Calcolítico e na Idade do Bronze serviu como necrópole. Esta gruta foi das primeiras grutas escavadas cientificamente na Península Ibérica.
Do ponto de vista biológico, a gruta constitui um abrigo para diversas espécies de morcegos, funcionando como colónia de maternidade e hibernação para o morcego-rato-grande (Myotis myotis) e o morcego-de-peluche (Miniopterus schreibersii).
A gruta poderá ser visitada fora dos períodos críticos para os morcegos, mediante autorização prévia. Para mais informações, contacte o Serviço de Arqueologia do Município de Óbidos, através do e-mail arqueologia@cm-obidos.pt ou do telefone no 262 955 500.
Mapa
Miradouro Grotas - Imagem 360º
Miradouro Vale das Vinhas - Imagem 360º
Gruta Casa da Moura - 3D
Gruta Casa da Moura - Vídeo 3D





